17 de setembro de 2007

Sessão de encerramento e entrega de prémios


(Diana bar - 9 Setembro 2007)

Diana Bar - o espaço principal do ViMus 2007


As sessões do ViMus foram bem confortáveis!

Festa MTV no Plastic (6 Setembro)


Após a sessão de abertura no Casino da Póvoa houve festa no Plastic.

Sessão de abertura no Casino Da Póvoa


(6 Setembro 2007)

13 de setembro de 2007

Retrospectiva José F. Pinheiro


"Se os vídeos musicais possuem uma história que ainda está em grande parte por escrever, é no entanto possível traçar uma sinopse da história do videoclipe em Portugal a partir da monumental obra de um único e singular realizador: a de José Pinheiro."

Especial Carlos Saura


A Carlos Saura foi dedicado um programa especial com a apresentação do filme "Fados", seguido do respectivo Making Of, sendo exibido durante o Festival ViMus os dois filmes que completam a sua "trilogia da canção urbana": "Tango" e "Flamenco", complementados com a exibição de "Iberia".

Retrospectiva de videoclipes espanhóis "Eclectia"


Camela, "Cuando zarpa el amor", dir. J.A. Bayona :::::::::::::::::::::::: Los Planetas, "Dulces sueños", dir. Marc Lozano

Durante o Festival ViMus 2007 foi apresentada uma retrospectiva de videoclipes espanhóis mais representativos dos últimos anos - "Eclectia: un panorama del videoclip nacional contemporáneo".

Júri do Festival ViMus 2007

O júri do Festival ViMus 2007 foi constituído por:

José F. Pinheiro, que nos últimos 17 anos, realizou cerca de duas centenas de vídeos musicais, bem como diversos programas de música, documentários (Madredeus – O Paraíso, 1997) e videoconcertos (entre os quais se destaca a gravação do espectáculo dos Sonic Youth no Campo Pequeno em 1993). Mais recentemente, estreou o seu primeiro filme documentário “Brava Dança”, em Março 2007.

Nuno Galopim (editor de artes no "
Diário de Notícias" e co-autor do blog "Sound+Vision").

Oscar Sarmiento (produtor responsável pela retrospectiva de videoclips espanhóis "
Eclectia" e Coordenador de Produção na TVE).

Que avaliaram as competições segundo as seguintes categorias:

Videoclipes: melhor videoclipe performativo; melhor videoclipe conceptual; melhor realizador; melhor fotografia; melhor animação; melhor ficção

Dos melhores videoclipes conceptuais e performativos, o júri atribuiu o prémio para Melhor Videoclipe Internacional e Melhor Videoclipe Nacional.

Videodocumentários musicais: melhor do ano


12 de setembro de 2007

Melhor videodocumentário nacional


"Nu Bai, o rap negro de Lisboa" Otávio Raposo

Videodocumentários em competição nacional


“Não me obriguem a vir para a rua gritar”, João Pedro Moreira, Portugal, 2007


“Rockumentário”, Sandra Castiço, Portugal 2006


“Nu bai – o rap negro de Lisboa”, Otávio Raposo – Portugal, 2006


“Humanos – a vida em variações”, António Ferreira, Portugal 2006


“Filhos do Tédio”, Rodrigo Fernandes e Rita Alcaire, Portugal 2006


“Enciclopédia Hip-Hop”, Uncle C, Portugal, 2006

Winners - International Competition






Vídeo do Ano; Melhor Vídeo Conceptual; Melhor Realização:
Fonica “Whirr” (Alemanha/Japão)
Real. Timo Katz







Melhor Vídeo Performativo:
Feist “1234” (Canadá)
Real. Patrick Daughters








Melhor Animação:
Beck “Cellphone’s Dead” (EUA)
Real. Michel Gondry








Melhor Ficção:
Modest Mouse “Dashboard” (EUA)
Real. Matthew Collen e Grady Hall







Melhor Fotografia:
Yeah Yeah Yeahs “Gold Lion” (EUA)
Real. Patrick Daughters
Fotog. Shawn Kim









Prémio Especial do Júri:
Lyapis Trubetskoy “Capital” (Bielorússia)
Real. Aliaksei Tserakhau

Vencedores - Competição Nacional




Vídeo do Ano; Melhor Vídeo Conceptual;
Melhor Fotografia; Melhor Realização:
David Fonseca, "Hold Still"
Real. David Fonseca e Augusto Brázio







Melhor Vídeo Performativo:
Sam The Kid “Poetas de Karaoke”
Real. Rui de Brito






Melhor Animação:
The Vicious Five, "Bad Mirror"
Real. Luís Alegre com Jancl








Melhor Ficção:
You Should Go Ahead “Wake Up Song”
Real. Miguel Rocha







Prémio Especial do Júri:
X-Wife “Ping Pong”
Real. Kalle Kotilla e Tomi Malakias

Videos selected for the International Competition

Para One (France) ”Dudun dun”, Dir: Romain Bailly
Constantines (Canada) ”Working full-time”, Dir: Drew Lightfoot
Justin Timberlake (USA) ”Love stoned”, Dir: Robert Hales
Montevideo (Finland
) ”Come clean”, Dir: Kalle Kotila
Expatriate (Australia) ”Play a part”, Dir: Kris Moyes
Jana Kirschner (Slovakia) ”Horse”, Dir: Ondrej Rudavsky
Agoria (France) ”Baboul hair cuttin”, Dir: Nick Wood
The Willowz (USA) ”Evil son”, Dir: Ace Norton
Lyapis Trubetskoy (Belarus) ”Capital”, Dir: Aliaksei Tserakhau
Fat Boy Slim (USA) “That old pair of jeans”, Dir: Steve Glashier
Tete (France) ”Fils de cham”, Dir: Edouard Salier
Les Petites Bourrettes (France) ”Pour me rendre à mon bureau”, Dir: Vincent Burgevin
Snow Patrol (Scotland) ”Open your eyes”, A partir de "C'était un Rendez-vous", Claude Lelouch, 1976
Demon (France) ”Smiley”, Dir: Arno Bani
The Used (USA) ”The bird and the worm”, Dir: Lisa Mann
I Love You But I've Chosen Darkness (USA) “The owl”, Dir: Emmanuel Ho
Gnarls Barkley (USA) ”Gone daddy gone”, Dir: Chris Milk
Keny Arkana (France) ”La rage”, Dir: Christophe Luparini
Demander (USA/Canada) ”Hollis”, Dir: Crankbunny
Black Eyed Peas (USA) ”Pump it”, Dir: Francis Lawrence
12Twelve (Spain) ”Autobahn polizei”, Dir: Javier Garcia
Feist (Canada) ”My moon, my man”, Dir: Patrick Daughters
U2 (Irland) ”Window in the sky”, Dir: Jonas Odell
Momposonica (USA / Colombia) “Sexo elevado”, Dir: Diego Mauricio Alvarez
U2 (Irland) ”Window in the sky”, Dir: Gary Koepke
Philippe Katerine (France) ”Excuse-moi”, Dir: Petra Mazyk & Jean-François Moriceau
Billy Talent (Canada) ”Red flag”, Dir: Floria Sigismondi
Coldcut (UK) ”Sound mirrors”, Dir: Up The Resolution
Disillusion (Germany) ”Don't go any further”, Dir: Philipp Hirsch
"Weird Al" Yankovic (USA) ”Don't download this song”, Dir: Bill Plympton
Blonde Redhead (USA) ”23”, Dir: Melodie McDaniel
The Knife (Sweden) ”We share our mothers' health”, Dir: Motomichi Nakamura
James Dean Bradfield (UK) ”That's no way to tell a lie”, Dir: David Mould
The Killers (USA) ”Bones”, Dir: Tim Burton
2Revoluxion (Canada) ”Relax yourself”, Dir: Diego Mauricio Alvarez
Kiss Kiss (USA) ”The machines”, Dir: Roboshobo
Kanye West (USA) ”Touch the sky”, Dir: Chris Milk
Mocean Worker (USA) ”Shake ya boogie”, Dir: Czarek Kwasny
Bob Sinclar (France) ”Rock this party”, Dir: Denis Thybaud
Subtle (UK) ”The mercury craze”, Dir: SSSR
Feist (Canada) ”1234”, Dir: Patrick Daughters
Necks (Slovakia) ”UFO”, Dir: Ondrej Rudavsky
Pet Shop Boys (UK) ”Minimal”, Dir: Don Cameron
Jehro (France) ”I want love”, Dir: Edouard Salier
Scissors Sisters (USA) ”She's my man”, Dir: Nagi Noda
Wolfmother (Australia) ”White unicorn” [defaced], Dir: Kris Moyes
Axelle Renoir (France) ”Evergreen”, Dir: Yoann Lemoine
Guster (USA) ”One man wrecking machine”, Dir: Drew Lightfoot
U2 / Greenday (Irland/USA) ”The saints are coming”, Dir: Chris Milk
RPZ (France) ”O.V.N.I”, Dir: Christophe Luparini
Socadia (USA) ”Always near”, Dir: Andrea Giacomini
Gotye (Australia) ”Hearts a mess”, Dir: Brendan Cook
Colorforms (USA) ”Nothing can come between us”, Dir: Tom Cabela
Richard Müller (Slovakia) ”Snow”, Dir: Ondrej Rudavsky
Orishas (France) ”Hayunsun”, Dir: Edouard Salier
Blonde Redhead (USA) ”The dress”, Dir: Mike Mills
Omaha Bitch (France) ”Dancing cyprine”, Dir: Ces Messieurs (From L.A.)
The Space Lady (Germany) ”Domin libra nos”, Dir: Oliver Pietsch
Yeah Yeah Yeahs (USA) ”Gold lion”, Dir: Patrick Daughters
Sonorama (Colombia) ”No se me ponga picao”, Dir: Diego Mauricio Alvarez
Zazie (France) ”Je suis un homme”, Dir: Yvan Attal
The Raconteurs (USA) ”Broken boy soldier”, Dir: Floria Sigismondi
HHP ft. RPZ (France) ”La bouteille”, Dir: Christophe Luparini e Hugues Breuze
Architecture in Helsinki (Australia) ”Heart it races”, Dir: Kris Moyes
Jigsaw Soul (Turkey/USA) ”Last train ride”, Dir: Gokhan Okur
Cassius (France) ”Toop toop”, Dir: François Peyrane & Emmanuel Reyé
An Pierlé (Belgium) ”Jupiter”, Dir: Jan Brzeczkowski
Matisyahu (USA) “Jerusalem”, Dir: Mathew Cullen
The Feeling (UK) ”Sewn”, Dir: Caswell Coggins
The Strokes (USA) ”Juicebox”, Dir: Mike Palmieri
Fujyia & Miyagi (UK) ”Collarbone”, Realização: John Davison
Groove Armada (UK), ”Get down”, Dir: Pleix
Thierry Amiel (France) ”Coeur sacré”, Dir: Julien Trousselier
Mark Ronson Ft Lily Allen (UK) ”Oh my god”, Dir: Nima Nourizadeh
Timo Räisänen (Sweden) ”Let’s kill ourselves a son”, Dir: Wreck Creative Studios
Jacknife Lee (UK) ”Making me money” , Dir: Up The Resolution
Emilie Simon (France) ”Fleur de saison” , Dir: No Brain
Flipron (UK) ”Dogboy vs Monsters”, Dir: Alex de Campi
Kanye West (USA) ”Heard 'em say”, Dir: Bill Plympton
Morrissey (UK) ”The youngest was the most loved”, Dir: Bucky Fukumoto
Gonzales (France) ”Meischeid”, Dir: Matray
Paul McCartney (UK) ”Dance tonight”, Dir: Michel Gondry
Turing Machine (USA) ”Synchronicity III”, Dir: Didier Feldmann
Beck (USA) ”Cell phone's dead” , Dir: Michel Gondry
Superbus (France) ”Butterfly”, Dir: Arno Bani
Sloan (Canada) ”I've gotta try”, Dir: Stardust e Chris Murphy
Hot Chip (UK) ”Over and over”, Dir: Nima Nourizadeh
El Perro del Mar (Sweden) ”God knows (you gotta give to get)”, Dir: Asa Arnehed
Turbonegro (Norway) ”Do you do you dig destruction”, Dir: Wreck Creative Studios
Softlightes (Australia) ”Heart made of sound”, Dir: Kris Moyes
Lupe Fiasco ft Jill Scott (USA) ”Daydreamin”, Dir: Syndrome
Seb Martel (France) ”Motus”, Dir: Arno Salters
Fónica (Germany/Japan) ”Whirr”, Dir: Timo Katz
Mew (Denmark) “Special”, Dir: Martin de Thurah
Belasco (UK) ”Chloroform”, Dir: Robin Sandor
Modest Mouse (USA) "Dashboard", Dir: Mathew Cullen & Grady Hill
Lenny Dee & Radium (France) ”Headbanger boogie”, Dir: Sebastien Fiminger

11 de setembro de 2007

Videoclipes em competição nacional

Coldfinger, “Supafacial”, Rui de Brito
SP & Wilson, “Sp & Wilson”, José Teixeira, Omar Fernandes, Tiago Simões
David Fonseca, “Who Are U?”, Pedro Cláudio
The Vicious Five, “Bad Mirror”, Luís Alegre com Jancl
Cartell 70ft Praga, “Clandestino”, Paulo Prazeres
Dazkarieh, “Vitorina”, Dazkarieh
Sam the Kid, “Poetas de Karaoke” , Rui de Brito
Bangguru, “Andology”, João Pico
[F.E.V.E.R.], “Bipolar”, António Campelo
Microaudio Waves, “Down By Flow”, Jancl
Moonspell, “Luna”, MIguel Braga, Sérgio Martins e Edgar Martins
Valete, “Anti-Herói”, António Forte
David Fonseca, “Our hearts will beat as one”, Pedro Cláudio
Deadcombo, “Cacto”, Paulo Abreu
U-Clic, “Robot n' Roll”, Pedro Manuel Pires Gonçalves
Twism, “Com a força das palavras”, Eduardo Sousa
You Should Go Ahead, “Wake up song”, Miguel Rocha
Blasted Mechanism, “Battle of tribes”, Valdjiu
DaPunkSportif, “I can't move”, Ricardo Viana
X-Wife, “Realize”, André Cepeda, Eduardo Matos
Mundo Secreto, “Põe a mão no ar”, Toni Ferrino
Pedro Abrunhosa, “Quem me leva os meus fantasmas” , Rui de Brito
Da Weasel, “Mundos mudos”, Easy Lab
Born a Lion, “John Captain”, Carlos M. Barros
The Legendary Tiger Man, “Masquerade”, Paulo Abreu
Ovo, “O mundo é já aqui”, Nuno Manuel Pires Gonçalves
Old Jerusalem, “Her scarf”, Pedro Lino
D3Ö, “On the edge”, Rodrigo Areias
The Other Side, “This night”, João Alves de Sousa
Boss AC, “Que Deus?”, Rui de Brito
David Fonseca, “Hold still”, David Fonseca e Augusto Brázio
Blind Zero, “Drive”, Toni Ferrino
Blasted Mechanism, “All the way”, Rui de Brito
X-Wife, “Ping-pong”, Kalle Kotila, Tomi Malakias
Moonspell, “Finisterra”, Moonspell
Buraka Som Sistema, “Wawaba (v 1.8)”, Pedro Cláudio

3 de setembro de 2007

MTV no ViMus 2007:

O programa Brand:new irá estar presente no Festival com uma sessão especial intitulada Ultra-Sons da Lusofonia que será exibida no Plastic, às 00h30 do dia da abertura do festival, com uma selecção de cinco vídeos, entre os quais se conta uma estréia mundial.

27 de agosto de 2007

Programa do Festival ViMus 2007

Eis finalmente o Programa do Festival ViMus 2007



23 de agosto de 2007

21 de agosto de 2007

Alojamento na Póvoa de Varzim




Sugestões de alojamento durante o Festival ViMus.

Espaços do Festival ViMus

Diana Bar - este será o espaço principal do Festival


Mapa dos espaços do Festival

18 de agosto de 2007

Rascunho.net



O RASCUNHO alia-se à iniciativa, assume o lugar de órgão de comunicação oficial do festival e vai acompanhar todos os passos do ViMus, num blogue especialmente criado para o efeito.

Além de várias actualizações diárias com reportagens, comentários, fotografias e vídeos durante os dias de 6 a 9 Setembro, o blogue vai acompanhar o processo cultural da Póvoa de Varzim.

12 de julho de 2007

Destaques no programa

ViMus por este meio "difundir" um pouco da programação:

Estarão em competição ou exibição vídeos de países como EUA, França, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Canadá, Bélgica, Bielorrússia, Eslováquia, Austrália, Suécia, Finlândia, etc. E de grupos como U2, Morrisey, Beck, Bob Sinclair, Cassius, The Racounters, Kanye West, Fat Boy Slim, The Strokes, ou os portugueses Boss Ac, Sam the Kid, Coldfinger, Micro Audio Waves, Buraka Som Sistema, The Vicious Five, Valete, entre muitos outros.

De entre os realizadores com vídeos em competição destacamos: Floria Sigismondi, Samuel Bayer, Michel Gondry, Tim Burton, Drew Lightfoot, Rui de Brito, Ondrej Rudavsky, Chris Milk, Edouard Salier, Pedro Cláudio, Nima Nourizadeh, Bill Plympton, Kris Moyes, Oliver Pietsch, Philipp Hirsch, Claude Lelouch, entre muitos outros a descobrir.

Esta primeira edição será apadrinhada com a presença de José F. Pinheiro, pioneiro na realização de videoclipes em Portugal, através da 1.ª retrospectiva videográfica do seu trabalho (autor do videodocumentário "Brava Dança").

Espanha será o país em destaque nas sessões especiais internacionais, através da apresentação de uma retrospectiva de videoclipes espanhóis comissariada pelo realizador Luis Cerveró: "Eclectia: un Panorama del Videoclip Nacional Contemporáneo", com a presença dos produtores desta compilação.

Carlos Saura será outro nome em destaque através da apresentação da trilogia da canção urbana: "Flamenco", "Tango" e "Fados".

Em breve teremos mais novidades.

FLYER


"...uma espécie de prefácio"

"Não estamos fascinados pela expressão da imagem, mas sim pelo que podemos fazer com ela".

Era assim na década de 80. Volta a ser assim, na primeira década do século XXI. Com uma poderosa diferença: o " poder digital" está na rua, na ponta de uma câmara de telemóvel G4, ou aos ombros de um upload, ou numa estação de televisão com " milhões de canais" como o You Tube.

Os tempos interessantes que vivemos, "exigem" uma celebração da sua vitalidade, mas e ao mesmo tempo, um "porto de abrigo" das convulsões estéticas, económicas e tecnológicas que provocam, e a alucinante ruptura estruturante que anunciam...

Alguém disse um dia, que o acto de ver cinema exige uma espécie de sacralização ritualizada; por outro lado, ver vídeos musicais, é, ou melhor, era e apenas uma parte da experiência diária do espectador, um acto de magia branca, assente na inesgotável reprodução de efeitos tecnológicos, que pode ser usufruido em qualquer momento e lugar.

Os videoclipes não "assassinaram" a estrela de rádio, como anunciava a " cantiga" dos Buggles. Mas alteraram, como se fossem um "virus trojan" dos nossos dias, a velha ordem analógica, em que a indústria de conteúdos audiovisuais se alicerçou desde os anos 20 do século passado...

Não é necessária muita e delirante imaginação digital, para apreendermos que duas décadas depois, estamos numa encruzilhada semelhante: serão outros os inesgotáveis efeitos tecnológicos, é certo. Mas a sensação de novos tempos é exactamente a mesma: para muitos observadores, 2007, é uma espécie de ano zero, da "nova era": auto expressão em estilo G4; "Hollywood" caseira , na palma de um laptop...

Tempos assim, os dias digitais que vivemos, exigem um Festival. Como este que se apresenta em 2007, a partir da Póvoa de Varzim. Em Portugal.

Álvaro Costa
(jornalista)

12 de junho de 2007

O Festival

Este festival é um evento à semelhança de um festival de cinema, mas com uma clara diferença em dois níveis.

Diferença ao nível do conteúdo.

Ou seja, trata-se de um festival que pretende distinguir e divulgar a criação visual de obras audiovisuais com uma temática definida. Obras com função comercial, mas com estatuto crescente no mercado, do qual o videoclipe já assumiu uma posição destacada como género de elevada criatividade e experimentação.

Um festival com o propósito de estabelecer um espaço valorizado para esses conteúdos técnicos e estéticos dos vídeos musicais, que além do videoclipe engloba produtos em DVD como concertos em vídeo e documentários musicais em vídeo.

Diferença ao nível da forma de apresentação.

Ou seja, em virtude da característica tecnológica do género, a sua apresentação possibilita uma maior versatilidade do que a habitual sala/auditório. Assim, pretendemos fazer uso dos novos sistemas de apresentação vídeo, sobretudo os mais inovadores e atractivos esteticamente (Plasmas, LCD, projectores, retroprojectores, ou outros emergentes como Laser DLP, FED, LED, etc.), em locais de fácil acesso público para desfrute dum conjunto de “peças” audiovisuais extremamente criativas e, como é inerente à sua temática, muito populares.

Deste modo, além de tornar mais atractivo, tecnologicamente fascinante e descontraída a envolvência com um público alargado, pretende-se estabelecer uma iniciativa cultural onde o suporte físico seja também um elemento de atracção e beneficie duma outra divulgação institucional.


O Festival pretende fazer uma “busca” anual na produção de vídeo musical mundial, com ou sem projecção global, onde exista qualidade visual para:

>> Numa perspectiva anual apresentar a concurso uma competição nacional e internacional com as seguintes categorias:

Videoclipe: Melhor videoclipe conceptual; melhor videoclipe performativo; Melhor Realizador; melhor Fotografia; Melhor Animação; melhor Ficção

Videodocumentário: Melhor do Ano

Videoconcerto: Melhor do Ano

>> Numa perspectiva histórica fazer a sedimentação valorativa e credibilatória dos vídeos musicais com conteúdo artístico importante na cultura contemporânea através de programas paralelos.

Nessa busca, ou trabalho de pesquisa, um ponto motivador será a descoberta e promoção dos criadores visuais que explorem este meio como expressão artística através da apresentação das videografias dos mais destacados, mas eventualmente também toda a amplitude das suas criações artísticas, ou seja, a partir dos vídeos musicais, dar mostra da singularidade dum criativo que também desenvolva actividade noutras áreas artísticas, como por exemplo: fotografia, cinema, publicidade, design gráfico, ou outras artes visuais contemporâneas e, consequentemente, exibir ou expor esses trabalhos.

The Festival

This is an event similar to a film festival but with two different levels.

Different for the content:

This festival intends to distinguish and promote the visual creation of the audiovisual works with a defined theme. Works with commercial function and with a growing status in the market, which one of them, the videoclip, has already achieved a singular position with a high level of creativity and experimentation.

It’s a festival with the purpose of establishing a singular space for these technical and aesthetic contents of the music videos and that, besides the videoclips, has dvd products such as videoconcerts and music documentaries.

Different for the presentation form:

The music videos technological characteristics allow a bigger versatility presentation than the usual theatre. We intend to use new systems of presentation video, specially the most innovative and aesthetically attractive (plasmas, LCD, projectors, etc, or emerging ones like Laser DLP, FED, LED, etc) in easy access places to enjoy an ensemble of creative and popular (like they naturally are) audiovisuals works.

This way besides the attractive, technologically fascinating and relaxing ambience, we intend to establish a cultural event where the physical support is an element of attraction and an element of institutional promotion.

The Festival plans to do a global annual search in the musical video production domain, with or without worldwide projection, whenever exist visual quality:

>> To present on an annual perspective a national and international competition in the following categories:

Videoclip: Best performative videoclip; best conceptual videoclip; best director; best photography; best animation; best fiction

Musical Videodocumentary: Best of the year

Videoconcert: Best of the year

From the best conceptual and performative videoclips, the jury will give the award to the Best International Videoclip and Best National Videoclip.


>> To consolidate on an historical perspective the artistically important music videos in the contemporary culture through parallels programs.

In this search, it will be exciting to discover and promote the visuals creators who use this field as an artistic expression through the presentation of videographies from the most influential ones and eventually all their creative work. So, from the music videos we’ll show the singularity of an artist with activity in others areas such as photography, films, commercials, design and others contemporary visual arts.

O Videoclipe

Nos últimos 20 anos a cultura musical viveu intimamente com uma vertente visual propagada pelos raios catódicos (CRT=monitor convencional) dum aparelho que se tinha massificado exponencialmente à escala mundial.

De facto, a televisão já há muito tinha alcançado um estatuto destacado como meio de comunicação e a indústria musical começou a tirar partido disso, mas desde então de forma inusitada.

A especificidade desse veículo audiovisual ajudou a projectar uma imagética particular no contexto da cultura contemporânea, alterando a forma como os temas musicais, nomeadamente aqueles de cariz mais populares, passaram a ser apreciados pelas pessoas.

É como apêndice (clip) propagandístico da canção pop que toma forma um novo producto audiovisual que tem marcado gerações inteiras, sob o nome internacional de “videoclipe” e que entre nós ficou vulgarmente conhecido como “teledisco”.

Se, numa primeira fase, os videoclipes se limitavam a apresentar os intérpretes a executar o tema, depressa foram evoluindo no sentido de uma maior complexidade. Adoptando métodos visuais de características únicas, tornaram-se num campo de experimentações singulares ao ponto de se autonomizarem num género audiovisual distinto.

Uma nova “imagem” associada à música emergiu no consciente do telespectador e consequentemente uma estética própria implantou-se.

Na sua essência híbrida, em que alia um compromisso comercial com um vincado sentido artístico, configura hoje uma atitude expressiva diferenciadora no contexto artístico contemporâneo. Mas, pelo seu carácter apropriador e compilador de referências culturais com carga semiótica excessiva, em efusão visualista, e comprimidas em poucos minutos, poderemos considerar o Videoclipe como uma das mais puras formas de arte pós-modernas.

The Videoclip

In last the 20 years the music culture lived intimately with a visual source propagated by the cathodic rays (CRT = conventional monitor) of a device that had been massified exponentially on a world-wide scale.

In fact, television has already reached for long a detached position as media and the music industry started to take advantage of this, but since then in a new form.

The specificity of this audiovisual vehicle helped to project a singular imagetic in the contemporary culture context, changing the way of how the musical themes, specially the ones of popular roots, became to be appreciated by people.

It is as propagandistic appendix (clip) of the pop song that takes form a new audiovisual product that has marked entire generations, under the name of “videoclip”.

If in a first phase, videoclips have just presented the interpreters playing the theme, quickly were evolving in the direction of a bigger complexity. Adopting unique visual methods they became a field of singular experimentations, to the point of being a distinct audiovisual genre.

A new “image” associated to music emerged in the spectator’s mind and consequently a new aesthetic was implanted.

In its hybrid essence, where a commercial commitment is linked to a strong artistic orientation, configures today an expressive and different attitude in the contemporary artistic context. But for its aggregated character and as a compiler of cultural references with an extreme semiotic charge, in a visualist effusion, and compressed in few minutes, take us to consider the Videoclip as one of the purest post-modern art forms.

8 de junho de 2007

O Videoconcerto

Houve um tempo em que a audição era o único sentido que unia os melómanos à fonte da sua predilecção, estando esta apenas acessível através dos espectáculos ao vivo, das emissões de rádio ou das gravações em velhos discos de vinil. Mas a partir do momento em que a palavra “áudio” se colou à palavra “visual”, a realidade transfigurou-se radicalmente para o campo das percepções super estimuladas, provando que a fruição de qualquer coisa para a qual concorram dois ou mais sentidos é, sempre, muito mais recompensadora.

A televisão terá sido o grande catalizador dessa mudança, através das actuações de músicos em programas de variedades, e depois com a transmissão de performances inteiras enquanto sustentáculo de programas televisivos per si.

Quando os meios tecnológicos permitiram a existência de videogramas comercializáveis a um público alargado, sobretudo com o formato VHS, também os registos de puros espectáculos musicais abriram uma categoria no mercado audiovisual, apesar da sua concepção ainda obedecer às lógicas televisivas da mera reprodução do acontecimento, com excepção de alguns objectos de rara criatividade.

Com o advento da digitalização e posterior popularização do formato DVD, é, hoje, possível assistir, no conforto do lar, a um concerto sinfónico ou até de rock, sem que haja perdas ao nível da qualidade da reprodução de som.

O salto qualitativo ao nível da imagem, mais as evoluções que se advinham (alta definição), tem permitido estabelecer este formato em aposta regular da indústria musical. Quer como bónus na edição dum CD, quer como produto individualizado de venda. Se quisermos antever o futuro, em que apenas a canção individual terá predominância nas vendas musicais, este formato poderá mesmo ser o veículo de súmula e caução às reais capacidades dum artista.

Por outro lado, a flexibilidade deste formato permite desenvolver um conjunto de conteúdos audiovisuais quase ilimitado, estando este pequeno segmento de mercado ainda em estado de desenvolvimento. Mas a profusão e a procura destes produtos está a levar necessariamente à diferenciação de algumas propostas e ao explorar de vias mais criativas de dimensionar essa experiência visual.

Se a emotividade, o aparato cénico e a espetacularidade visual duma performance real sempre fascinou o nosso olhar, é natural que a forma da sua perpetuação pressuponha o simulacro do presenciamento, mas isto, a um nível ampliado de envolvência e proximidade desse acontecimento de palco através da plataforma audiovisual. É pois, nesta lógica que as novas técnicas e práticas de realização têm vindo a alterar os cânones televisivos e a ultrapassar as práticas convencionais de registo, por uma dinâmica visual intensificadora, insuflando um deslumbramento imersivo e interactivo.

Tal como os videoclipes inicialmente partiram de modelos televisivos e cinematográficos para a afirmação duma estética própria, também os videoconcertos se encontram, hoje, num estado transitório para algo diferenciado das práticas habituais e que convém acompanhar com atenção especial.